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Inovação, tecnologia, criatividade e sustentabilidade. Esses foram os conceitos que nortearam os sete projetos apresentados pelos participantes do Hackathon WeAr + C&A, realizado no último fim de semana no Instituto Europeo di Design, no Rio de Janeiro. O desafio dado aos 40 participantes da maratona foi o de criar um wearable – termo dado aos dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados como peças do vestuário – que tivesse viabilidade para ser produzido em larga escala e que se conectasse ao estilo da consumidora C&A. Esta é a segunda vez que a C&A apoia o Hackathon promovido pela WeAr, uma plataforma dedicada ao estudo e pesquisa do futuro da moda criada pela jornalista Alexandra Farah.

O grande vencedor da maratona foi o projeto batizado como Wearables Modulares Disruptives, um pequeno bolso de tecido que, graças a um dispositivo integrado, é capaz de carregar todos os modelos de celular por indução. Este case pode ser facilmente acoplado em qualquer tipo de roupa, transformando-a imediatamente em um wearable. Além da praticidade, um dos grandes diferenciais deste produto, é que o carregamento do dispositivo pode ser feito por energia solar. Os integrantes do time vencedor ganharam Troféu impresso 3D, Raspberry Pi Foundation Starter Kit with Pi 3 e Celular Alcatel A3.

No segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, os projetos da Cycle Jacket, e o da Sound Jacket. O primeiro, utiliza censores de movimento e tiras de LED costurados na jaqueta para que os movimentos do ciclista acendam luzes de alerta aos motoristas. Assim, no mesmo momento em que o ciclista inclina seu corpo para a direita, as luzes da manga direita acendem facilitando a visualização do movimento pelos motoristas. Design inteligente em prol da segurança de quem prefere usar a bicicleta em vez de carros e assim ajudar o planeta.

Já a Sound Jaquet utiliza uma série de tecnologia acopladas na jaqueta para criar uma experiência sonora em 3D, de forma segura e prática. Por meio do bluetooth, o celular ficará ligado a quatro speakers acoplados ao capuz da roupa. A localização de cada um dos dispositivos possibilitará ao usuário uma imersão na música, enquanto um isolamento sonoro impedirá que as pessoas ao redor se incomodem com as músicas ou que ouçam uma conversa privada que esteja acontecendo ao celular. Tudo isso sem fone ou fios incomodando. O segundo lugar foi premiado com Troféu impresso 3D e um Kit Arduino Big Jack.  Já o terceiro lugar ganhou um Troféu impresso 3D.

Nesta edição do Hackathon WeAr + C&A foram mais de 250 inscritos, 40 participantes – incluindo um time de cinco pessoas que veio da Colômbia especificamente para participar do evento, e somou 30 horas de trabalho intenso que resultou em sete projetos. Além dos vencedores, os wearables apresentados incluíam uma camisola para grávida que capta os batimentos cardíacos do bebê, uma camiseta bot responde perguntas das crianças através da inteligência artificial Watson da IBM, uma pochete inteligente carrega o celular através da captação de energia solar, um top, desenvolvido por um grupo de engenheiros e estilistas da Colômbia, que memoriza os passos de dança.

Para chegar aos três vencedores, os jurados utilizaram um aplicativo online em que avaliaram critérios como funcionalidade, design, viabilidade de produção em larga escala com preço viável e a possibilidade do projeto de atender a todos os gêneros. Participaram do júri, André Carvalhal, cofundador da Malha, Yamê Reis, consultora de moda e diretora do IED Rio, Filipe Albuquerque, Gerente Sênior Comercial da C&A, Muti Randolph, designer multimídia, Carlos Oliveira, diretor de tecnologia do SuperUber, Boo Aguilar, Head of Next Gen Experiences da Flagcx e a estilista Livia Campos.

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